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domingo, 25 de agosto de 2013

Entrevista a José Miguel Ribeiro

Entrevista a José Miguel Ribeiro
Por/By: Paulo Viveiros
2013

Uma interessante e inspiradora entrevista a José Miguel Ribeiro por Paulo Viveiros da Universidade Lusófona.  Autêntica e reveladora viagem pelo início da sua carreira, sua formação, sua motivação e entrega enquanto autor,  presenciamos aqui também a um registo sincero sobre a sua opinião no que toca às actuais politicas governamentais e a falta de atenção do Estado em relação à animação e quem nela trabalha.


An interesting and inspiring interview by Paulo Viveiros from Universidade Lusófona to José Miguel Ribeiro. Authentic and revealing journey through the begining of his carrer, his studies, his motivations and his committal as an author, we witness here a sincere record of his opinions regarding the actual government politics and the lack of attention from the State regarding animation and its professionals.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Half Cut Tea . com | Mark Jones


Edited by Matt Glass
Music by Mark Jones
2013



Pequena entrevista para o website Half Cup Tea que mostra o trabalho que este genial professor faz com os seus alunos. Didáctico, criativo e acima de tudo inspirador.

Small interview made for the Half Cup Tea website that shows the work this amazing professor does with is students. Educational, creative and above all inspiring.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Dodu de José Miguel Ribeiro na SIC

Após o lançamento do episódio piloto "Dodu - O Rapaz de cartão" no inicio de 2010 eis a explicação por parte de José Miguel Ribeiro pela qual a série ainda não foi para a frente.



Animador entrevistado: João Gargaté


Após este episódio piloto, ainda na produtora Sardinha em Lata, foi produzido para a série um primeiro episódio de nome "O Balão Lua" e deu-se inicio a um especial de Natal à volta desta simpática personagem que conta com animação e imagem real.


Agora, com nova produtora formada Praça Filmes, sai um DVD de nome "6 frutos de Outono" que conta com 5 filmes de animação (3 dos quais em Stop Motion) e um de imagem real.




- Viagem a cabo verde, de José Miguel Ribeiro
- Olhos do Farol, de Pedro Sarrazina
- Passeio de Domingo, José Miguel Ribeiro
- O Balão Lua, de José Miguel Ribeiro
- Abraço ao Vento, de José Miguel Ribeiro
- AmareloAzulPretoAmarelo, de Marta Ribeiro


Neste DVD poderás encontrar "Making of" dos diversos projectos com arte conceptual, fotos e storyboards. Um DVD precioso para qualquer amante de animação. Para saberes como ganhar uma cópia deste DVD está atento pois o Stop Motion Portugal irá fazer um concurso em breve.

sábado, 8 de setembro de 2012

A Very Harold And Kumar Christmas - Behind the scenes


2011



Pequeno "behind the scenes" desta participação animada no terceiro filme de Harold and Kumar. Insano.

Small "behind the scenes" of this animated participation on the third Harold and Kumar movie. Insane.

sábado, 1 de setembro de 2012

Photograph of Jesus


Por/By: Laurie Hill
2009



De todos os filmes que vi ultimamente, e pelo que posto aqui no blog podem ter uma ideia da quantidade e qualidade do que tenho visto, este foi o filme que mais me chamou à atenção. Gosto de tudo neste filme. Da animação, à locução, fotografia, realização...este filme acaba por satisfazer todos estes campos e mais alguns. Fez-me rir, aprender e ver as coisas de outra perspectiva, mas mais importante bebi todas as palavras ditas e vivi a "aventura" que é trabalhar num arquivo fotográfico.


From all the films i have been seeing lately, you can have a good idea about the quantity and quality of what ive been whatching by what i post here on the blog, this was the film the caught my attention the most. The animation, announcer, photography, direction...this film satisfies all these fields and then some. It made me laught, learn e see things from another perspective, but most importantly i "drank" every single word and lived the "Adventure" that is working on a photographic archive.

domingo, 26 de agosto de 2012

Aint it cool - Phil Tippett


Por/By: Nerdist
2012



Aint it cool com review da longa metragem "Paranorman" e uma excelente entrevista com Phil Tippett sobre Ray Harryhausen.

Aint it cool review of the feature "Paranorman"and an excelent interview with Phil Tippett about Ray Harryhausen.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Q&A Stopmotion Portugal - Jerónimo Ribeiro Rocha

Conheci o seu trabalho quando pela primeira vez vi o trailer da curta metragem "Breu". Imediatamente senti uma forte necessidade de ver algo que aparentava ser tão rico visualmente quanto perturbador mentalmente. Procurei na net, descobri mais tarde que tinha passado em alguns festivais em que o cartaz me tinha passado a lado e durante uns dois anos volta e meia pensava...onde é que raio vou ver isto agora!?!?

Há uns meses atrás ao vasculhar compulsivamente o Vimeo encontrei uma pequena pérola em Stop Motion que inicialmente pensei ser Francesa por razões óbvias, não fosse a ficha técnica repleta de nomes como Jerónimo Ribeiro Rocha, Tiago Xavier, Joana Soares, Filipe Lopes, Miguel Urbano, Tomás Marques, Martim Almeida e Frederico Serra. Uma verdadeira produção Take it Easy.

Após umas trocas de simpáticas mensagens e de ter chegado à conclusão que se tratava do mesmo realizador lá tive a oportunidade de finalmente ver o tão aguardado "Breu" no conforto do meu computador. Valeu a pena a espera.

Link para o Filme "Les Paysages" aqui.
Trailer do Filme "Breu" aqui.

Nascido no Porto em 81. Estudou Artes Gráficas na Soares dos Reis, e fez o curso de Pintura nas Belas Artes do Porto e uma pós graduação na Escola de Cinema de Madrid em Argumento, Pitch e Desenvolvimento de Projectos Audiovisuais. Em Dezembro de 2005 começou a trabalhar na Take it Easy como realizador, editor, ilustrador e... ah! animador.


Nome: Jerónimo Ribeiro Rocha
Idade: 30



Foto por: Tiago Xavier



SMP - Quando foi o teu primeiro contacto “consciente” com o Stop Motion?
JRR - Se por consciente te referes à primeira vez que me lembro de ver stop motion, diria que foi naquela espécie de jogo de xadrez com monstrinhos que o R2-D2 joga com o Chewie no Millenium Falcon na “Guerra das Estrelas” e no “Choque dos Titãs”, animado pelo Ray Harryhausen. Se bem que acho que na altura pensava: que movimentos tão bizarros têm estas criaturas!



SMP - Quando é que chegaste à conclusão, “Eu tenho que experimentar isto!” e qual o teu primeiro projecto ou experiência utilizando esta técnica? JRR - Acho que o meu primeiro projecto mais a sério foi um videoclip que fiz em 2003 com o Nico Guedes, na altura um colega de Faculdade (e que mais tarde seria o responsável pela minha ida para a Take) para a sua banda da altura: os Big Fat Mamma. O título era “Seus Olhos”. E foi a primeira vez que me senti a experimentar o processo de animação na sua plenitude. O conceito, os storyboards, a construção dos sets e dos bonecos. Foi muito fixe ver, primeira vez, o projecto a nascer e crescer. Metia tudo e mais alguma coisa porque nós queríamos experimentar tudo: fundos chroma, cenários em 3D, animação de plasticina. A ingenuidade do resultado, especialmente visto agora, deve ser de morrer a rir. Mas valeu bem a pena.


Imagens da Curta metragem "Breu":











SMP - Realizaste, já há uns anos, uma curta metragem de nome “Breu”. Lembro-me de ter visto o trailer e de ter ficado surpreendido pela diversidade de técnicas e estilos apresentados. Fala-nos um pouco sobre como foi trazer esse projecto à luz.
JRR -
O BREU foi uma longa e estranha aventura, se bem que recompensadora. Começou em 2005, quando estava a estudar argumento e pitch de projectos na escola de cinema de Madrid. Apeteceu-me fazer um projecto pequeno para desenjoar do processo de desenvolvimento de um projecto audiovisual que andava lá a dissecar há já um ano. Mal sabia no que me ia meter... Inicialmente ia ser uma experiencia gore chamada “Mau Dia”, depois mudou. Acabei o argumento e fui filmar para Aveiro com o meu bom amigo Tiago Xavier e uma equipa de amigos. Mas quando acabamos não gostei muito do resultado: estava desinteressante e com tempo a mais. O clímax da história não justificava os 25 minutos que se antecediam. Entretanto mudei-me para Lisboa, fui trabalhar para a Take e o BREU ficou na gaveta. Passaram-se dois anos e muita insistência da parte do Xavier, para que eu pegasse novamente no projecto. Rescrevi o argumento sobre o que estava editado e criei uma regra: se fosse necessário criar sequências novas, seria sobre a forma de animação. Das sequências novas que surgiram, distribui-as por diferentes amigos para animarem. Escrevi uma narração que acompanhava a nova estória e que foi impecavelmente interpretada pelo José Pinto. Ainda conseguimos trabalhar com o Artur Agostinho na narração de uma das animações. Dois anos depois, em finais de 2009, o BREU, agora com 13 minutos, 13 segundos e 13 frames (mais créditos), estava prestes a ser lançado.







SMP - Recentemente realizaste a curta “Les Paysages”, como é que a ideia surgiu?
JRR -
Tinha ido ao Festival do Cinema Francês, no São Jorge, e estava a descer a Avenida da Liberdade a caminho de casa quando reparei que estavam a fazer uma daquelas pequenas feiras urbanas na Praça da Alegria. Foi numa das tendas que descobri os carrinhos do LES PAYSAGES: um Pão-de-Fôrma e um Carocha, com os respectivos atrelados. Fiquei ainda um bom bocado a namorá-los e a tentar decidir qual deles levava. Como não tinha dinheiro comigo, pedi à senhora para os guardar enquanto procurava um multibanco pelas redondezas. E foi nesse percurso que percebi que era imperativo que os levasse aos dois, porque tinham uma viagem a fazer. O conceito era simples: para as miniaturas, o mundo gigante do escritório são montanhas, vales, praias e cidades – paisagens – e os humanos não são mais que efeitos atmosféricos, como nuvens que passam; e para nós, os carrinhos são pura e simplesmente inexistentes, porque não temos tempo para os observar, porque temos mais que fazer.



SMP - Fala-nos um pouco na equipe com quem trabalhaste e no método de trabalho utilizado. Não deve ter sido fácil filmar durante o expediente de um estúdio como a Take it Easy?  

JRR - Neste projecto trabalhei com a Joana Soares, que me assistiu em tudo desde o planeamento à montagem dos nossos minúsculos sets; o Tiago Xavier, que se ocupou de tudo que teve a ver com a imagem – fotografia, iluminação – e foi essencial nas soluções técnicas como a água do lago ou a fogueira do acampamento; o Filipe “Filk” Lopes, que compôs uma melodia feita à medida para a peça; o Martim Almeida que trabalhou arduamente para sonorizar todos os pequenos detalhes e tolerou as minhas constantes “notas” de sonorização; e por fim o Frederico Serra, que está sempre nos bastidores e insiste em acreditar em projectos como o Easylab.






Se, enquanto que num projecto comercial nós utilizaríamos um software para nos ajudar à visualização da animação e seguir o animatic à risca; neste caso de desbunda criativa, fazemos a animação às cegas, ou seja, fotografamos todos os frames do plano apenas com um monitor ligado à câmara (e às vezes nem isso) e no fim vemos o resultado. Depois fazemos outro take se quisermos alguma coisa diferente. Sem animatics nem testes. O plano, às vezes, é o teste.


O processo de pós produção foi também de exploração, experimentei matte paintings no plano do albergue, neve no plano pós créditos, grafismos que nos remontassem à época da nouvelle vague francesa, como na música do Filk.














Foi muito mais fácil de filmar ali do que seria em qualquer outro escritório porque na Take já é conhecido (e tolerando) há algum tempo um grande nível de demência e caos que vem com a criatividade. E também porque as pessoas que trabalham na Take estão, felizmente, longe de serem normais. Pessoal a andar de bicicleta nos corredores? Normal. Tipos vestidos de macaco a atazanar as pessoas desde a varanda? Típico. Malta a fazer um stop motion de miniaturas na máquina fotocopiadora? Mais um dia no escritório.



SMP - Como foi ter uma animação em destaque no blog do Vimeo
JRR -
Fiquei surpreendido. Imaginei que pela universalidade do conceito, o LES PAYSAGES pudesse pegar em alguns sites, mas o que descobri foi a vida de um verdadeiro viral. Começou pelo DEVOUR.com, e de repente estava em blogs americanos, ingleses, italianos, holandeses, finlandeses, japoneses (os comentários japoneses que conseguimos traduzir são deliciosos) até eventualmente o próprio VIMEO o colocar no staff picks: a “selecção da casa”. Na primeira quinzena após fazermos o upload, todos os dias éramos presenteados com uma surpresa no número de views e na constante publicidade que o filminho gerava lá fora.



SMP- Como defines o Easy Lab?
JRR -
Isso é uma pergunta de rasteira? Porque não é fácil de definir. O Easylab é o espaço (e o tempo) de criatividade da Take it Easy. É o espaço da desbunda pessoal, com o apoio dos demais que quiserem apoiar. É um espaço onde se pode e deve fazer de tudo: desde reclames a filminhos de intervenção social, passando por experiências no âmbito das artes plásticas. Animação, vídeo, instalação. E se bem que não é um espaço fácil de habitar por requerer muita auto disciplina e constante auto redefinição, como em todos os espaços onde há demasiada liberdade, é um conceito muito inovador e muito raro em Portugal.



SMP - Se tivesses a oportunidade de produzir um projecto teu, daquelas situações irreais onde dinheiro não é um problema, optarias por animação ou imagem real?
JRR -
Qualquer uma das duas. Para mim, o importante é ter o tipo de liberdade que tinha na infância: trepar para cima de uma árvore com os meus colegas – os restantes renegados que, tal como eu, não gostavam de jogar à bola – e reinventar os filmes e series que víamos. Além disso, o dinheiro nunca deve ser um problema. Não ser genuíno é que é um problema, e grave.



SMP - Em que projectos, pessoais ou profissionais, estás a trabalhar/planear actualmente?
JRR -
Neste momento estou a trabalhar numa serie que a Take está a produzir para a RTP com o Bruno Nogueira e o Gonçalo Waddington. Fiquei incumbido de, juntamente com o Easylab, criar o genérico feito em animação que será uma espécie de descendente do LES PAYSAGES, agora feito com alguns requintes de malvadez que nos pudemos permitir por ter um pouco mais de meios de produção. Vou também realizar uma sequência animada que surgirá a meio da serie. E para finalizar, vou ser o editor da dita.

Para um futuro não demasiado longínquo tenho na calha um projecto que é uma aventura pelo universo do norte de Portugal, do folclore, de lendas, de espíritos e sombras. Do diabo.



SMP - Escolhe 3 vídeos que queiras partilhar com o pessoal.


John Cleese - a lecture on Creativity


The Murf music video (Rendezvous) animated by Scott Benson
 

Words by Everyone

Behind the scenes:

 





























sexta-feira, 29 de junho de 2012

Animania - Mimo Mamemu



Por/By: Animania
2012



É sempre bom encontrar estúdios que têm como preocupação a experimentação e desenvolvimento de novas técnicas dentro da animação. Foi com muito gosto que fui hoje apresentado através do programa Brasileiro Animania ao mundo do estúdio Mimo Mamemu. Espero que gostem.


Its always good to find studios that are concerned in experimenting and developing new technics within animation. Today i had the pleasure of being introduced to the world of Mimo Mamemu studio by the Brasilian TV show Animania. Hope you guys like it.

domingo, 29 de abril de 2012

Q&A Stopmotion Portugal - Rita Crespo Sampaio

No seguimento da estreia do "THE PIRATES! BAND OF MISFITS" é com prazer que vos apresento Rita Sampaio, construtora e assistente de animação neste projecto tão esperado. Após ter iniciado o trabalho nesta área em 2001 especializou-se em Stop Motion, ao concluir o extinto curso de Stop Motion da University of the West of England em Bristol, inicia assim em 2010 mais uma aventura além fronteiras trabalhando até actualmente para os estúdios da Aardman em Inglaterra.



Podem consultar o seu site aqui.


Nome/Name: Rita Crespo Sampaio

Idade/Age: 34






SMP - Quando foi o teu primeiro contacto “consciente” com Stop Motion?
RCS - Em miúda sempre olhei para animações como “ChapiChapo" e "No país dos rodinhas" muito desconfiada, do género há aqui qualquer coisa que eles nos estão a esconder. A luz e a forma como esta reflectia nos materiais dava-me a indicação de que os objectos existiam no mundo real mas o seu comportamento desmentia esse sentimento. Certos efeitos deixaram uma impressão bastante duradoura, como a maneira como a bruxa do pais dos rodinhas desaparecia como se afundando-se no chão (basicamente animação por substituição) ou a maneira como no Postman Pat eles serviam chá (animação de película aderente).



SMP - Quando é que chegaste à conclusão, “Eu tenho que experimentar isto!”?
RCS - Sinceramente não sei dizer. Sei que o interesse por animação sempre esteve presente e o facto de eu ter sempre privilegiado um meio de expressão mais ligado à terceira dimensão (como cenografia) foram factores decisivos quando escolhi investigar a área mais a fundo.



SMP - Influências e inspiração?
RCS - Ray Harryhausen e todos os magníficos monstros que criou, especialmente porque cresci a vê-los e porque a magia nunca acabou mesmo depois da técnica me ter sido desvendada.



SMP - Qual foi o teu primeiro trabalho na área?
RCS - “As Coisas lá de Casa” do realizador José Miguel Ribeiro a nível profissional. A nível pessoal foi o filme “Sopa Fria”, obra colectiva final do Curso de Especialização em Stop Motion no antigo CITEN (Fundação Calouste Gulbenkian), guiado pela mão de mestre da Souad Wedell.



SMP - De todos os trabalhos em que participaste, qual o teu preferido?
RCS - Hmm...Qalquer coisa a ver com piratas...



SMP - Se pudesses escolher qualquer pessoa, com quem gostarias de trabalhar num projecto de Stop Motion?
RCS - Bom, existem muitos profissionais com quem gostava de trabalhar, mas assim sonho mesmo sonho acho que vou mais pelos afectos. Adorava montar um estúdio para trabalhar com a minha equipa sonho e esta é constituída pelas pessoas com quem construí um relacionamento de mutuo respeito a nível profissional e cujos laços se estenderam muito para alem deste mundo.



SMP - O que te dá mais pica animar/construir? Plasticina, marionetas, recortes ou o que estiver mais à mão?
RCS - A nível de construção o que mais prazer me dá é construir adereços e esculpir plasticina. A nível de animação: marionetas; areia e outros materiais sobre vidro.



SMP - Recorde pessoal de horas consecutivas num projecto sem dormir?
RCS - Hmmm... A nível de projectos pessoais, qualquer coisa como 20 horas e estas foram aquando da edição do meu filme de curso para o Masters. Para trabalho... Provavelmente 30 e qualquer coisa, na altura em que trabalhei para publicidade na produtora Tungsténe.



SMP - Em que projectos estás a trabalhar ou planear actualmente?
RCS - Neste momento estou mais ou menos em transição, acabei os Extras para DVD dos Piratas! e comecei uma publicidade para uma campanha institucional destinada a fomentar um estilo de vida saudável chamada ‘Change for Life’. Ambos os trabalhos como assistente de animação na produtora Aardman.



SMP - Escolhe 3 videos que queiras partilhar com o pessoal.
RCS - Este primeiro vídeo é de uma animação responsável pela minha fixação por ambientes pós- apocalípticos... "Conan o Rapaz do Futuro" foi também responsável por toda uma geração com medo do mar originando uma interminável procura por sinais de um tsunami em cada ida à praia.

Este segundo vídeo é de uma série de animação fantástica "Les Mysterieuses Cites D’Or" que me inculcou o interesse por máquinas e mecanismos. Tenho de confessar que ainda fico com pele de galinha quando ouço o genérico. Eu sei, é triste.

Pronto, ok, confesso que este genérico também faz o mesmo efeito. "Era uma vez...O Espaço" teve por efeito despertar o meu apetite por ficção científica.

domingo, 25 de março de 2012

Q&A Stopmotion Portugal - João Gargaté

É com gosto que vos apresento a primeira entrevista aqui no Blog.
Its with pleasure i present to you the first interview here on the Blog.

João Gargaté, construtor de cenários e adereços, animador e realizador tem vindo a participar em inúmeros projectos em animação de volumes em Portugal. Desde produções suas a participação em projectos de outros realizadores tem marcado o seu lugar entre os grandes através da qualidade dos seus trabalhos. Poderão encontrar as suas animações na sua página aqui.

João Gargaté, set and props builder, animator and director has been participating in several projects in stopmotion animation in Portugal. From his own productions to projects from other directors he as been taking is place amongst the best through the quality of is work. You can find is animations on this page.


Nome/Name: João Gargaté

Idade/Age: 32




SMP- Quando foi o teu primeiro contacto “consciente” com o Stop Motion?
J.G.- Há pelos menos uns 11 anos com uma primeira tentativa de stopmotion em que os frames eram gravados com o rec/pause de uma câmara de filmar de um amigo meu. Foi um filme de escola chamado clonagem, foi aí que tudo realmente passou da ideia para pela primeira vez para uma tentativa de prática.

SMP- When was your first “conscious” contact with Stop Motion?
J.G.- About 11 years with a first attempt at stopmotion in which the frames were recorded with the rec/pause with a friend of mine’s video camera. It was a school film called cloning, that's when the idea really started for the first time to a practical one.



SMP- Quando é que chegaste à conclusão, “Eu tenho que experimentar isto!”?
J.G.- Essa pergunta n sei dizer exactamente há quanto tempo foi isso, mas talvez tivesse menos de 10 anos quando o meu pai me mostrou uma animação que ele tinha feito com um colega dele da universidade sobre duas cadeira interagiam uma com a outra nesta técnica, lembro-me na altura lhe ter perguntado como é que ele tinha feito tal filme... explicou-me, e desde então passei por vários momentos em que o quis experimentar, mas só mesmo já na universidade tive a oportunidade...

SMP- When did you come to the conclusion, “I have to try this!”?
J.G.- I don’t really know how long ago that was, but I was maybe a little less than 10 years old when my father showed me an animation that he had made with a college friend of his about two chairs interacting with each other using this technique and I recall asking him at the time how he made such a film... He explained, and since then I spent many moments wanting to try it, but it was only in university that I had the oportunity to do so...



SMP- Influências e inspiração?
J.G.- A minha maior influencia talvez seja mesmo o meu pai, apesar da única animação que fez em toda a sua vida nem sequer seja nada de especial. Inspiração, não sei... inspiro-me em muitas coisas cada filme é um filme e as influências são sempre diferentes, actualmente a minha maior inspiração é capaz de ser a natureza em si mesmo, e como tal só tenho utilizado e construído os meus personagens através daquilo que a natureza nos dá e "limito-me" ao que encontro nas diversos materiais que esta nos ofereço...

SMP- Influences and inspirations?
J.G.- My biggest influences was without a doubt my father, besides the only animation he ever did in his life never having been anything special. Inspiration, I don’t know... I draw inspiration from many different things and every film is a film and the influences are always different, currently my biggest influence is probably nature itself and as such I have only made my characters based on what that nature gives us and I ‘limit’ myself in what I find in the diverse materials that it offers...



SMP - Qual foi o teu primeiro trabalho na área?
J.G.- A nível individual foi o tal filme em rec/pause com a câmara de filmar de um amigo que se chamou Clonagem a nível profissional foi um videoclip para Voodoo Glow Skulls - the ballad of froggy macnasty 2007 para terceiros foi um episódio piloto para uma série holandesa chamada "the Tumblies" dirigido pelo José Miguel Ribeiro

SMP- What was your first work in this area?
J.G.- At a personal level it was the film in rec/pause with a friends recording câmara that was called Clonagem and at a Professional level it was a videoclip for Voodoo Glow Skulls - the ballad of froggy macnasty 2007- for a third party, it was a pilot episode for a dutch series called “the Tumblies” directed by José Miguel Ribeiro.



SMP- De todos os trabalhos em que participaste, qual o teu preferido?
J.G.- Não tenho assim um projecto que goste mais, gostei de todos os que trabalhei por motivos diferentes, desde que me causem "dores de cabeça" para tentar encontra soluções já se torna suficientemente animador e compensador quando resolves bem as dificuldades.

SMP- Of all the work in which you participated, which was you favourite?
J.G.- I don’t have a project that I like more, I liked all those with which I worked for diferent reasons, as long as it gives me a ‘headache’ trying to find solutions, that is enough to make it fun and compensates for when the difficulties are properly solved.



SMP- Se pudesses escolher qualquer pessoa, com quem gostarias de trabalhar num projecto de Stop Motion?
J.G.- A minha equipa base já está mais ou menos definida há algum tempo e é com eles que gosto de trabalhar, com a minha companheira Adriana Castro e com o meu amigo Filipe figueira.

SMP- If you could choose any person, with whom would you like to work on a Stop Motion project with?
J.G.- My team has been somewhat defined for some time already and they are the ones that I like to work with, with my partner Adriana Castro and with my friend Filipe Figueira.



SMP- O que te dá mais pica animar/construir? Plasticina, marionetas, recortes ou o que estiver mais à mão?
J.G.- Gosto dos processos todos desde a construção até a animação, é um forma de eu próprio começar desde logo a entrar nos projectos em desenvolvimento assim quando entro para a parte a animação já estive antes também de alguma forma na construção... mas se me derem à escolha ou constrois ou animas , escolherei sempre a segunda opção em primeiro lugar... quanto aos materiais... mandem vir qualquer que seja...

SMP- What is it that excites you more, animate/to build? Plasticine, puppets, cut-outs or whatever is at hand?
J.G.- I like all the processes, from construction up to animation, it is a way for me to immediatley start getting into the projects that are in development and in that way when I go into the animation I have in a way already been involved in the contruction also... but if I am given the choice bewteen contruction or animation, I will always choose the second option first and foremost... as for the materials... bring it all on...



SMP- Recorde pessoal de horas consecutivas num projecto sem dormir?
J.G.- O projecto mais pesado que tive foi para um publicidade em Barcelona para um pão de sementes de uma marca qualquer que já não me lembro do nome, em que fizemos à volta de umas 35h em 48 possíveis, em que parámos as retantes horas para descançar e comer...foi duro, depois dessa experiência fiquei 3 dias de cama cheio de febre...

SMP- Do you remember any project where you went many hours consecutivley witout sleeping?
J.G.- The most demanding Job I’ve ever had was for a publicity campaign in Barcelona for a whole wheat bread product of some brand or other which I can’t remember the name anymore, where we did about 35 hours in a possible 48, where we stopped the remainning hours to rest and eat... it was difficult, after that experience I was ber riiden for 3 days with fever...



SMP- Em que projectos estás a trabalhar ou planear actualmente?
J.G.- actualmente estou a trabalhar para a Adriana Castro a ajudá-la num filme dela que está a fazer a partir de um livro de um escritor nigeriano chamado Amos Tutuola, e o titulo do filme será "O Bebedor de Vinho de Palma"

SMP- What projects are you working on or planning at the moment?
J.G.- At this point in time I am working for Adriana Castro, helping her in a film of hers that she is making from a book by a Nigerian author called Amos Tutuola and the title of the film will be “O Bebedor de Vinho de Palma” .



SMP- Escolhe 3 videos que queiras partilhar com o pessoal.

Gostaria de partilhar o meu videoclip de Dr. Ring Ding - Mafia.

Um videoclip em animação de areia que é das técnicas de stopmotion de que menos gostos mas este realmente surpreendeu-me de César Diaz Meléndez - No corras tanto.

E por fim gostaria de destacar uma curta de animação mexicana de René Castillo - "hasta los huesos"



SMP- Choose 3 videos that you would like to share with everyone.

I would like to share my Music Video for Dr. Ring Ding - Mafia.

An animation Music Video using sand, one of the technics i like the least but this one surprised me. From César Diaz Meléndez - No corras tanto.

For last i would like to show you a mexican animation by René Castillo . "Hasta los Huesos".



Tradução/Translation: Edgar Santos de Carvalho